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3 vantagens tributárias da previdência privada

Já ouviu falar em previdência privada? Neste artigo, vamos falar de algumas vantagens tributárias dessa modalidade


Entenda quais são as vantagens tributárias da previdência privada

Sem dúvidas, saber onde e como investir é essencial para qualquer um que se aventure pelo mercado financeiro. No entanto, analisar a melhor forma de diminuir o impacto dos impostos nos seus rendimentos é tão importante quanto. Afinal de contas, quanto menor for a tributação, melhor. Nesse quesito, a previdência privada é um produto de investimento que se destaca em comparação a outros. Entenda melhor a seguir, por meio das 3 vantagens tributárias da previdência privada que separamos para este artigo.

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1. Previdência não tem come-cotas

Para quem não conhece o termo, o come-cotas é uma cobrança antecipada do Imposto de Renda sobre os rendimentos de alguns fundos com tributação de curto ou longo prazo. Ele é cobrado duas vezes ao ano, com redução da quantidade de cotas do investidor, daí o nome come-cotas.

Os fundos de previdência se assemelham muito aos fundos de investimento, em relação à sua gestão financeira. Apesar dessas semelhanças, no entanto, a primeira das vantagens tributárias da previdência privada é exatamente essa: o fundo de previdência não tem come-cotas, o que significa que a tributação do rendimento só é efetuada no momento do resgate.

Dessa forma, o dinheiro que seria usado para pagar o IR antecipadamente continua rendendo por mais tempo, gerando uma margem de lucro para o investidor.

2. Menores alíquotas de IR

Quando comparada com os CDBs, títulos públicos, fundos e ações, que possuem tributação mínima de 15%, a tributação em previdência privada novamente se mostra mais vantajosa, com uma tributação que pode chegar a apenas 10% no modelo regressivo, e até 0% no modelo progressivo.

Modelo regressivo? Progressivo?

É simples: ao contratar um plano de previdência, é necessário escolher uma das duas categorias. No modelo regressivo, a alíquota diminui ao longo do tempo, enquanto que no progressivo a alíquota fica atrelada ao valor resgatado, aumentando junto com o valor do resgate.

A escolha de por qual modelo optar deve ser feita por cada investidor pensando nos próprios objetivos, mas aqui vão algumas dicas para auxiliar: se você pretende guardar o valor investido por mais de 10 anos, pode ser que o regressivo seja melhor para você, com a alíquota chegando até 10%, menor que a de praticamente todos os produtos de investimento disponíveis no mercado brasileiro. Segue a tabela:

Prazo de investimentoAlíquota do IR
Até 2 anos35%
De 2 a 4 anos30%
De 4 a 6 anos25%
De 6 a 8 anos20%
De 8 a 10 anos15%
Acima de 10 anos10%
Regime regressivo

Vale notar: o prazo de investimento da tabela diz respeito a cada novo aporte. Se você investir R$ 10.000 hoje e mais R$ 10.000 daqui a 5 anos, você precisa considerar o prazo desses investimentos separadamente.

Já no modelo progressivo, o IR incide sobre o valor a ser resgatado, como se fosse a tributação de um salário. Nesse caso, o prazo do investimento não é importante, e a tabela de tributação é a mesma do IR para pessoas físicas. O valor do resgate se somará à sua renda bruta anual.

Dessa forma, se a previdência privada for a sua única renda e você definir que o valor da renda vitalícia a receber pela sua previdência privada será menor que R$ 22.000/ano, a alíquota de IR será 0%. Quanto maior o valor resgatado anualmente, maior a alíquota.

3. Dedução do investimento no Imposto de Renda

E para fechar cabe mencionar um ponto importante quando o assunto é tributação sobre a renda: o PGBL.

De forma geral, os planos de previdência privada são divididos em dois tipos: VGBL e PGBL. Os VGBL são os planos mais comuns, representando cerca de 90% dos investimentos feitos em previdência privada. Para a maioria das pessoas, é de fato a melhor opção.

Por outro lado, se você possui renda tributável, contribui com o INSS e faz declaração de Imposto de Renda pelo formulário completo, o PGBL pode ser uma alternativa melhor. Isso porque esse tipo de plano previdenciário permite deduzir investimento equivalente a até 12% da sua renda tributável, e nesse caso, o imposto sobre o valor dos aportes é pago só no momento do resgate do investimento.

A vantagem disso é que o dinheiro que você deixou de pagar em impostos pode ser reinvestido, além de continuar rendendo e aumentando o seu patrimônio. Além disso, você também tem a opção de postergar 27,5% de IR e só pagar 10% lá na frente, depois de 10 anos, tendo uma economia real de imposto.

Simplificando toda essa história: para fins de IR, o valor do aporte PGBL pode ser dedutível, como se fosse uma despesa médica. Ao invés de declarar o PGBL em “bens e direitos”, como os demais produtos de investimento, você declara como “pagamentos efetuados“. Dessa forma, ao fazer a declaração completa, esses pagamentos reduzem a base de cálculo de IR.

Mas fique atento: esse benefício do PGBL só vale para o investimento de até 12% da renda tributável.

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