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6 mitos sobre renda fixa

Desmistifique a renda fixa e descubra por que ela é a porta de entrada para o mundo dos investimentos


Foto da tela de um computador que mostra um gráfico de velas de um ativo não-especificado.

Os produtos de renda fixa têm funcionamento mais simples e volatilidade menor, quando comparada com outras classes de ativos. Por isso, é o caminho que mais faz sentido para muitos investidores.

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Mitos sobre a renda fixa

Esse caráter democrático tem um efeito colateral. Muitos investidores têm a sensação de que dominam o assunto renda fixa, mas acreditam em falsas verdades que, de tanto serem repetidas, viraram senso comum.

Confira a seguir os mitos mais comuns.

1) “Renda fixa é só CDB, fundo DI e poupança”

Para o brasileiro, essas são de fato as principais referências. Isso porque, no passado, o CDB entregava uma rentabilidade muito alta. Porém há muitos outros produtos dentro do guarda-chuva da renda fixa.

LCILCA e LCs são alguns exemplos. Há também os títulos do Tesouro Direto: prefixado (antiga LTN), Tesouro Selic (antiga LFT) e Tesouro IPCA+ (antigas NTN Série B e Série F). E modalidades menos triviais, como os fundos que investem em crédito privado.

2) “Renda fixa tem rendimento fixo, por isso que tem esse nome”

Em termos. O rendimento do título só será fixo se for preenchida uma condição: que o investidor o carregue até o vencimento. Caso decida vender o título no meio do caminho, pode haver uma variação na rentabilidade.

Esse fenômeno, conhecido como marcação a mercado, se explica pela eventual diferença entre a taxa de juros vigente na compra do título pelo investidor e aquela praticada pelo mercado quando ele resolveu se desfazer da posição.

Isso significa não só que a renda fixa não é tão fixa assim, mas também que essa variação de rentabilidade poderá ser positiva ou negativa.

Essa possibilidade de flutuação na taxa de juros é o fator de risco dos títulos. E ajuda a explicar por que os títulos com vencimento mais longo oferecem taxas maiores: justamente porque quem carrega o título por mais tempo está potencialmente mais exposto a esse risco.

3) “O investidor nunca perde dinheiro”

Como vimos acima, o investidor pode perder dinheiro, sim, principalmente nos casos de resgate antecipado do título. Mas, mesmo que permaneça com o título até o fim do prazo e, com isso, seja remunerado da forma que foi combinada, ele pode estar deixando de ganhar dinheiro, o que também o prejudica.

4) “O rendimento é pior que o de outros produtos financeiros”

Depende. Em qualquer ativo financeiro, risco e retorno andam lado a lado. Por isso, em tese, se a renda fixa tem volatilidade menor que a de outras classes, ela tem que entregar um retorno menor, ou seja, pagar menos.

Mas nem sempre é o que acontece. Existem inúmeras situações em que o rendimento de ativos de maior risco acaba sendo inferior ou até mesmo negativo. Nesses casos, a renda fixa acaba pagando melhor, ainda que possa pagar pouco.

Portanto, se a renda fixa é melhor ou pior, dependerá do apetite a risco de cada um. Se, para aquele investidor, ter um rendimento de 5% é bom, será que vale a pena se expor a mais risco só para obter um ganho de 7%? Vale sempre lembrar que quanto mais risco se corre, maior é a chance de a aposta dar errado.

5) “Renda fixa é só para o investidor de perfil conservador”

Não exatamente. Na média, ela faz mais sentido para os mais conservadores, que preferem aceitar ganhos mais comedidos a ter que se expor a um risco maior. Mas a renda fixa deve fazer parte da estratégia de investimento de todos os perfis.

Pelo menos a fatia do portfólio destinada à reserva de emergência deve estar alocada em renda fixa, pois ela oferece a liquidez necessária para ser resgatada com rapidez em qualquer eventualidade.

6) “Renda fixa é fácil”

A renda fixa pode até ser menos complexa que outras classes de investimentos, mas também tem suas nuances. Entender bem o funcionamento daquilo que se está comprando é fundamental para evitar surpresas.

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