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Como as decisões do Fed sobre juros nos EUA impactam o mercado brasileiro?

Neste mês, o Fed deve começar o aperto monetário nos Estados Unidos


Pessoa de blusa de manga longa amarela, segurando uma calculadora em uma mão e uma caneta na outra

Neste mês, o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve) deve dar início ao aperto monetário, com quatro altas consecutivas de 0,25 ponto percentual, chegando a 1% em dezembro.

Por ser uma das maiores economias do mundo, as decisões do Fed (o banco central dos Estados Unidos) afetam todos os mercados, inclusive o brasileiro.

Aqui no Brasil, uma alta nos juros pode afetar as empresas de crescimento acelerado (normalmente as de tecnologia). Apesar de a alta já ter sido precificada pelo mercado, os papéis destas empresas costumam sofrer quando a curva de juros tem alguma alta. Isso porque as companhias tomam crédito para manter o crescimento acelerado e, consequentemente, ficam mais endividadas.

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Já empresas mais tradicionais, que geram valor hoje e perderam muito durante a pandemia com os juros baixíssimos e com ações de tecnologia em alta, começam a ganhar mais relevância agora. Isso pode fazer com que o Brasil se fortaleça, já que temos uma bolsa mais pesada nesses setores mais tradicionais e commodities.

No entanto, os juros mais altos nos Estados Unidos podem provocar uma fuga de investimento estrangeiro, já que países desenvolvidos têm menos riscos atrelados. A lógica é que se os Estados Unidos estão oferecendo juros mais altos para o investidor deixar seu dinheiro lá, o Brasil precisa ofertar taxas ainda mais altas.

Juros mais altos em países que são considerados sem risco, como os Estados Unidos, faz com que parte do dinheiro saia de países emergentes ou nem venha para cá. Hoje, a nossa bolsa está atraindo muito investimento estrangeiro por estar bastante descontada, mas podemos ver uma saída com o aumento de juros lá fora.

Juros no Brasil x Estados Unidos

Aqui no Brasil, o aperto monetário começou em março do ano passado, quando a taxa de juros estava em 2% ao ano. Agora, a Selic está em 10,75% ao ano e deve sofrer um novo ajuste na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em março. Lá nos Estados Unidos, o ajuste deve começar um ano depois, em março.

Por diferenças estruturais entre os países, a inflação costuma subir mais rápido e permanecer em patamares mais altos por mais tempo no Brasil em comparação aos Estados Unidos.

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