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O que é FI-Infra?

Os FI-Infra são um investimento relativamente novo no mercado, mas que têm atraído cada vez mais investidores


Homem branco e grisalho sentado em cadeira olhando para tela de notebook em seu colo pesquisando o que é FI-Infra

Você sabe o que é FI-Infra? Diferentemente de muitos conceitos que abordamos aqui no blog, que você provavelmente já ouviu falar mas não sabe tão bem do que se trata, os FI-Infra são um termo que muita gente nunca nem escutou.

Neste post, vamos explicar um pouco do que se trata esse investimento que surgiu há relativamente pouco tempo, mas está conquistando muitos pequenos investidores. Saiba mais informações a seguir.

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O que é FI-Infra?

O FI-Infra, também chamado de Fundo Incentivado de Investimento em Infraestrutura é, de acordo com definição da própria B3, uma “comunhão de recursos destinados à aplicação em ativos relacionados à captação de recursos para investimento em infraestrutura”.

A parte do “fundo de investimento em infraestrutura” já deu para entender. O “incentivado”, por sua vez, vem do fato de que os FI-Infra possuem isenção fiscal, ou seja, não pagam Imposto de Renda.

Quando surgiu?

O FI-Infra foi regulamentado há pouco menos de 3 anos, em 2019. O campo de investimentos em si, por outro lado, é um pouco mais antigo, e já vinha atraindo alguns investidores de maior aporte.

Para abrir esse campo de investimentos, no entanto, foi criado o FI-Infra, tendo em vista um perfil de pequeno investidor que deseja investir em projetos de infraestrutura com o benefício da isenção fiscal (considerando que fundos de renda fixa de crédito privado não contam com isenção do Imposto de Renda). É uma lógica similar à do caso dos BDRs, que também eram um campo restrito, mas abriram participação para qualquer investidor no final de 2020.

FI-Infra é um bom investimento?

De forma geral, é um fundo bastante atrativo: apesar do alto risco, em função de se tratarem de projetos de longo prazo e com debêntures sem high rating, oferece retornos atrativos, acima da inflação e com baixa aplicação inicial.

O FI-Infra, como outros fundos, é negociado na B3, a bolsa brasileira. Hoje, existem 9 fundos de infraestrutura sendo negociados por lá: BODB, BDIF, CPTI, BIDB, IFRA, KDIF, RBIF e JURO, todos terminando com código 11.

Para investir em FI-Infra, há um mercado primário e um secundário. No primário, o investidor depende de ofertas dos próprios fundos, e pode participar de ofertas públicas e restritas.

Já no secundário, investidores compram cotas diretamente no home broker da corretora. Nesse caso, o preço a ser pago depende de oferta e demanda.

O fundo distribui seus rendimentos e ganhos de capital de maneira recorrente.  Como mencionamos anteriormente, os FI-Infra estão no campo do longo prazo: seus títulos contam com um prazo médio de 15 a 20 anos. A meta de retorno é o índice IMA-B + 2% e, no caso de ultrapassagem desse percentual, uma taxa de performance que é provisionada diariamente, mas cobrada somente a cada 4 anos.

Sempre bom lembrar: antes de investir em qualquer ativo, reflita se corresponde aos seus objetivos e ao seu perfil de investidor. Quando o assunto é FI-Infra, não dá para ter pressa de ver os retornos, considerando o prazo mais longo característico da aplicação. Você, como investidor, deve pensar sobre o peso que esse ativo terá na sua carteira. Não esqueça de levar em consideração, ainda, taxas como corretagem e custódia, na sua corretora.

FI-Infra x FIIs: qual a diferença?

Muita gente pensa que os FI-Infra são sinônimo dos FIIs, fundos de investimento imobiliário. De fato, os FI-Infra possuem muitas semelhanças com os FIIs, especialmente os FIIs de papel, pois sua receita vem dos proventos de títulos de dívidas nos quais investe. Muitas pessoas também se confundem por conta do final 11 no código de ambos os fundos. 

Por outro lado, fundos de investimento imobiliário têm prazo mais curto de retorno.  Além disso, os FI-Infra são totalmente isentos, seja nos rendimentos ou no ganho de capital. Nos fundos imobiliários, entretanto, os rendimentos são isentos mas o ganho de capital não.

É possível mencionar, ainda, diferenças na distribuição dos dividendos. Nos fundos imobiliários, a lei determina que a distribuição semestral de pelo menos 95% do lucro apurado pelo regime de caixa. Os FI-Infra, por sua vez, têm uma preço definido em homebroker.

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Leia também: Aluguel de cotas de FIIs: o que é?