Economia

Relatório mensal: sinais de alívio nas cadeias de produção, mas ômicron é risco

Veja o relatório mensal preparado pela equipe econômica do C6 Bank com o cenário doméstico e internacional.


Crescimento dos casos de ômicron ao redor do mundo desperta preocupação, mas ao menos por ora não ameaça as cadeias produtivas. No Brasil, a questão fiscal ainda pressiona o câmbio e as dificuldades da indústria ameaçam a retomada do crescimento. Esses são alguns dos destaque do relatório mensal preparado pela equipe econômica do C6 Bank.

Você pode ler a íntegra do documento logo abaixo.

Relatório mensal – Janeiro/22

Veja o resumo do cenário internacional

A variante ômicron aumentou as incertezas quanto à continuidade de uma firme recuperação da economia global. O vírus tem apresentado alta taxa de transmissibilidade. As hospitalizações não têm crescido na mesma proporção que os novos casos, mas já acendem um sinal de alerta. Vários países aumentaram restrições à circulação e voltaram a implementar medidas de distanciamento social. O objetivo é evitar uma sobrecarga no sistema de saúde.

As perspectivas para a economia global, no entanto, continuam positivas. Os PMIs globais de manufaturas e de serviços seguem elevados, compatíveis com expansão da atividade. Há sinais incipientes de normalização na cadeia produtiva global, mas também há indícios de uma desaceleração de setor de serviços – possivelmente resultante do aumento de restrições à mobilidade em algumas economias. Por ora, a nova cepa não parece ter tido um impacto sobre os países da Ásia, importantes elos na cadeia produtiva global.

Nos EUA, restrições de oferta, em particular a dificuldade das empresas em contratar, ainda afetam a atividade e, em um contexto de demanda forte, pressionam a inflação. O aumento nos preços tem sido intenso e generalizado. O banco central americano (Federal Reserve) sinalizou que deve acelerar a retirada de estímulos da economia devido à melhora no mercado de trabalho e aos riscos inflacionários.

A Zona do Euro deve desacelerar nos próximos meses, mas ainda assim deve manter um desempenho sólido. Preços altos de energia (tanto gás natural quanto petróleo) e o aumento no número de casos de covid-19 devem afetar a recuperação da economia.

A China deve apresentar uma aceleração moderada, com mais investimentos em infraestrutura e melhora no abastecimento de energia.

Veja o resumo do cenário nacional

Esperamos estabilidade da economia no 4T21 (0% frente ao trimestre anterior) devido à desaceleração da indústria. Mantivemos nossa projeção de crescimento do PIB em 4,4% em 2021, mas elevamos de 0% para 0,7% a projeção de crescimento em 2022 em função de sinais incipientes de normalização da cadeia de produção global antes do esperado, do aumento recente das chuvas, que elevaram os níveis de reservatório e reduzem a necessidade de uso de usinas térmicas, e dados recentes de atividade um pouco mais fortes que o esperado.

Temos observado dados melhores do que o esperado para o resultado primário do setor público consolidado, mas a perspectiva de crescimento baixo e de aumento dos gastos do governo sugere deterioração em 2022. Revisamos nossa projeção de resultado primário de um déficit de 0,2% para um superávit de 0,1% em 2021. Isso acontece em função dos resultados correntes melhores que o previsto, e de um déficit menor – de 1,2% para 1% em 2022 – devido ao aumento da nossa projeção de PIB.

Em nossa visão, a taxa de câmbio nos patamares atuais, historicamente elevados, reflete riscos fiscais. A elevação da taxa Selic para patamares acima do neutro deve contrabalancear em parte a pressão no câmbio decorrente da piora da trajetória da dívida líquida do governo. Mantivemos nossa projeção para taxa de câmbio em R$ 5,80 no fim de 2022.

Apesar de prevermos hiato aberto no mercado de trabalho por longo período, o que ajuda a manter preços de serviços controlados, a inflação corrente em patamares muito elevados possui efeito inercial. Mantivemos nossa projeção de IPCA em 5% neste ano.

As previsões para o IPCA para 2022 têm estabilizado, o que sugere que a estratégia de política monetária sinalizada pelo banco central na última reunião do Copom deve ser mantida. Mantemos nossa projeção de taxa Selic em 11,75% no final de 2022.

Panorama Global

EUA

Os novos casos de covid-19 vêm aumentando rapidamente desde o fim de dezembro, com a chegada da variante ômicron ao país, e já superam os picos de ondas anteriores. As hospitalizações também estão crescendo, mas em menor proporção do que os novos casos. O risco potencial de sobrecarga no sistema de saúde pode levar a um aumento de restrições à circulação e afetar a atividade. Várias escolas optaram pela volta do ensino remoto.

O banco central americano (Federal Reserve) anunciou em dezembro uma retirada mais rápida de estímulos da economia. As compras de ativos devem ser reduzidas em US$ 30 bilhões em janeiro. Mantido esse ritmo de redução, o programa de compras de ativos deve terminar em março. A decisão foi tomada em razão de uma melhora de indicadores do mercado de trabalho e pressões inflacionárias elevadas. Adicionalmente, o banco sinalizou três aumentos de juros no próximo ano e alguns membros notaram que pode ser apropriado começar uma redução do balanço patrimonial logo depois do início do ciclo de aumentos de juros.

A recuperação dos Estados Unidos está em um estágio mais avançado do que a das demais economias desenvolvidas. Tanto indústria como serviços vêm apresentando bom desempenho. O consumo doméstico segue sólido. Em suma, as perspectivas para o ano corrente continuam positivas. Há sinais incipientes de uma normalização na cadeia produtiva, com uma leve redução do tempo de entrega de mercadorias. No entanto, empresas continuam reportando dificuldades de contratação. Há pressões crescentes de preços e salários, com sinais de aquecimento no mercado de trabalho se tornando mais claros. As perspectivas de crescimento para a economia continuam sólidas, apesar do recrudescimento da pandemia.

A inflação permanece alta. Medidas de núcleos de inflação, como a mediana do PCE, também estão elevadas, indicando que o aumento de preços é generalizado, causado por fatores estruturais relacionados à dificuldade das empresas de produzirem para fazer frente à demanda. Em nossa visão, a inflação corrente elevada, mercados de trabalho e imobiliário aquecidos e os ainda fortes estímulos à demanda podem tornar a inflação mais persistente.

Zona do Euro

O crescimento do número de casos de covid-19 relacionados à variante ômicron tem aumentado as incertezas quanto à velocidade de recuperação da Zona do Euro. Vários governos implementaram medidas aumentando restrições aos não vacinados. Entre as grandes economias, França, Itália e Espanha reportaram números de novos casos que superam os de ondas anteriores. As hospitalizações também estão crescendo, mas de forma mais moderada.

O preço da energia segue alto. A escassez de gás natural continua mantendo os preços em patamares elevados. Os estoques permanecem baixos frente ao inverno, e a Rússia, principal fornecedora da região, mantém uma oferta moderada. No entanto, a chegada de navios com gás natural liquefeito, proveniente principalmente dos Estados Unidos, ajudou a mitigar a escassez da commodity.

Após uma retração da economia no primeiro trimestre, em função das medidas restritivas adotadas com o agravamento da pandemia, os países da Zona do Euro apresentaram forte crescimento no 2T21 e 3T21. Esperamos uma desaceleração no 4T21, mas o desempenho deve se manter firme. O crescimento no 1T22 deve ser impactado pelo aumento de casos de covid-19 e as restrições adotadas para restringir o contágio e não sobrecarregar o sistema de saúde.

O setor industrial se mostrou resiliente mesmo durante a pandemia e tem dado sinais de que gargalos na cadeia de produção podem estar diminuindo, em particular no setor automobilístico. O setor de serviços, que havia sido beneficiado pela redução de medidas restritivas, deve desacelerar com a volta de algumas delas para conter o aumento dos casos de covid-19.

A inflação subiu na margem, pressionada por fatores temporários, causados principalmente por restrições na cadeia de produção, aumento do preço de energia e efeito base. O mercado de trabalho apresentou recuperação durante o ano e a taxa de desemprego voltou ao nível pré-pandemia.

China

Na China, casos de transmissão local da variante ômicron foram recentemente identificados na cidade de Tianjin. O governo tomou medidas usuais de testagem em massa e restrições à mobilidade local, um indício de que o país provavelmente irá manter uma política de tolerância zero à covid-19. Uma vez que a variante ômicron vem sendo considerada mais contagiosa do que as variantes anteriores, existe o risco de uma intensificação de medidas restritivas e, portanto, impacto sobre a atividade.

O governo vem sinalizando apoio ao crescimento da economia em 2022, enfatizando estabilidade e necessidade de medidas para expansão da demanda. O banco central chinês (PBoC, na sigla em inglês) reduziu em 5 pontos-base a taxa de juros de 1 ano para 3,8%, sendo este o primeiro corte desde abril de 2020. A medida – mais uma ação no sentido de reduzir custos de financiamento para empresas – ocorreu logo após o banco ter diminuído em 50 pontos-base o compulsório bancário. Ambas as decisões sinalizam um apoio da política monetária à atividade. No entanto, a taxa de juros de 5 anos, referência para empréstimos de hipoteca, não foi alterada, permanecendo em 4,65% ao ano, o que sugere uma postura prudente quanto ao mercado imobiliário.

A falta de energia observada no fim de setembro parece não ser mais um problema. O preço do carvão térmico voltou aos níveis de meados do ano com o crescimento forte da produção doméstica, evitando o racionamento ou fechamento de fábricas. O aumento na produção ocorreu depois de medidas do governo para impulsionar o setor. Isso não significa, no entanto, que haja uma alteração dos objetivos de descarbonização no longo prazo.

No mês de dezembro, o PMI de manufaturas da China, calculado pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), sinalizou uma continuação da expansão da atividade depois de uma desaceleração provocada pela crise de energia em outubro. O índice sinalizou melhora na cadeia produtiva e menor pressão de preços de insumos. O PMI de serviços também indicou expansão, no entanto, várias empresas reportaram preocupações com possíveis impactos da pandemia nos próximos meses.

Esperamos uma aceleração moderada da economia no 4T21, depois de desempenho fraco no 3T21, principalmente por um suporte maior de investimentos públicos em infraestrutura e uma redução dos riscos de escassez de energia.

O setor imobiliário continua apresentando dificuldades. Altamente alavancado e com sinais de crescimento especulativo, o setor tem sofrido restrições de crédito com impacto no cumprimento de suas obrigações financeiras e na realização de novos investimentos, o que tem afetado negativamente o crescimento da economia chinesa no curto prazo. O governo tem implementado medidas de suporte especialmente voltadas para auxiliar empresas mais saudáveis do setor, além de ter encorajado estas empresas a comprarem ativos de incorporadoras em dificuldades.

Os PMIs de manufaturas da maioria dos países do leste asiático, excluindo China, importantes elos na cadeia de suprimento global, continuam sinalizando expansão pelo terceiro mês consecutivo em dezembro. Apesar da melhora recente no indicador, a reorganização da cadeia de produção global ainda tem um longo caminho a percorrer. Adicionalmente, o potencial avanço da variante ômicron representa um risco para atividade nos próximos meses.

Cenário doméstico

Atividade

O PIB brasileiro ficou praticamente parado no 3T21 ante o trimestre anterior. As séries que compõem o dado apresentaram comportamentos heterogêneos: serviços registraram alta de 1,1% na comparação com o 2T21, a indústria permaneceu estável enquanto a agropecuária contraiu 8%.

Os efeitos da pandemia sobre a economia estão sendo superados. A progressiva reabertura da economia, possibilitada pelo avanço da vacinação e pela redução significativa nas internações, permitiu a retomada do setor de serviços, particularmente os prestados às famílias. Porém, a rápida elevação do número de casos de Covid-19 no início deste ano pode ameaçar esta recuperação.

Os dados de curto prazo de atividade seguem fracos: projetamos estabilidade para o PIB do 4T21 frente ao trimestre anterior. Esperamos crescimento de 0,2% do PIB de serviços no período. A indústria, por outro lado, atingiu o pico no 1T21 e deve contribuir negativamente para o PIB no 4T21: projetamos contração de 1,6%.

Em suma, o ano de 2021 apresentou forte crescimento, em função principalmente da reabertura da economia, mas tem perdido fôlego na margem. Mantemos nossa projeção de crescimento para o PIB em 4,4% para o ano.

As condições que possibilitaram o sólido resultado para 2021 não devem estar presentes em 2022. O crescimento global deve impulsionar a atividade doméstica, mas com menos intensidade. A taxa Selic avançará ainda mais no território contracionista. Entretanto, esperamos alívio nas restrições das cadeias de produção globais, após sinais incipientes de normalização em indicadores internacionais, e redução no uso de usinas térmicas em função das fortes chuvas observadas na virada do ano. Adicionalmente, dados de alta frequência vieram mais fortes que o esperado. Revisamos nossa projeção de crescimento para 2022 de 0% para 0,7%.

A taxa de desemprego surpreendeu positivamente em outubro ao vir mais baixa do que o esperado, mas segue em patamar historicamente elevado (12,3% na série com nosso ajuste sazonal). O hiato no mercado de trabalho deve permanecer aberto por um longo período, na nossa visão.

Fiscal

A dívida bruta do governo alcançou 88,8% do PIB no final de 2020, patamar elevado para países emergentes. A dívida líquida terminou o ano em 62,7% do PIB.

Ao longo de 2021, a arrecadação federal surpreendeu positivamente. Esses ganhos foram puxados pelo crescimento do PIB nominal, que por sua vez se beneficiou da expansão econômica e da alta do deflator do PIB. Além disso, o superávit dos governos regionais tem superado fortemente as expectativas. Revisamos nossa projeção do resultado primário do setor público consolidado de um déficit de 0,2% para um superávit de 0,1% do PIB no ano.

Para 2022, a perspectiva de desaceleração do crescimento e da inflação, combinada com uma aceleração dos gastos, indica uma piora do resultado das contas públicas em relação ao ano anterior. No entanto, nossa revisão para cima da projeção do PIB de 2022 nos levou a alterar nossa expectativa de déficit primário do setor público consolidado de 1,2% para 1% no ano.

Revisamos nossas projeções de dívida líquida tanto para 2021 quanto para 2022: de 58% para 57,4% do PIB e de 62,1% para 61% do PIB, respectivamente. Os motivos foram a atualização da nossa projeção do resultado primário e uma revisão nos dados de outubro. A dívida deve voltar a subir em 2022 puxada pelos seguintes fatores: (i) perspectiva de déficit primário; (ii) desaceleração no crescimento do PIB nominal (decorrente de um deflator e crescimento real mais baixos); e (iii) Selic em patamar mais alto, que eleva o serviço da dívida. Vale ressaltar que nosso cenário contempla gastos do governo equivalentes ao teto de gastos (exceto por aqueles que pela Constituição permanecem fora).

Setor externo

Acreditamos que o atual nível do câmbio em patamares historicamente elevados esteja alinhado com os fundamentos, principalmente considerando os riscos fiscais. A taxa de câmbio possui forte correlação com a dívida líquida do setor público.

Do ponto de vista doméstico, a elevação da taxa Selic para patamares acima do neutro é um fator que deve levar a uma apreciação do real. No entanto, esse impacto deve ser compensado pela piora da trajetória da dívida líquida do governo e pelo fortalecimento do dólar frente às demais moedas, decorrente da retirada de estímulos monetários nos EUA. Mantivemos nossas projeções de taxa de câmbio em R$5,80 para o final de 2022.

Com relação às contas externas, acreditamos que a desaceleração da economia, a trajetória esperada da taxa de câmbio e os preços das commodities no mercado futuro são suficientes para praticamente zerar o saldo (atualmente negativo) das transações correntes. Esperamos resultado de conta corrente em US$-25 bi para 2021 de US$-4 bi em 2022.

Inflação

O IPCA acumulado de 2021 alcançou alta de 10,06%. Ao decompormos a inflação, observamos o seguinte: (i) a inflação de serviços está em patamar moderado, mas mostra aceleração nos últimos meses e (ii) inflação de bens industriais e administrados pressionada, decorrente da alta dos preços de commodities metálicas, das rupturas das cadeias globais de produção, da alta global dos combustíveis e da crise hídrica, que elevou os preços de energia elétrica.

A forte elevação de preços de 2021 impacta a inflação deste ano.  Apesar do desemprego elevado, vemos inflação de serviços à frente menos benigna em função da inércia inflacionária. Acreditamos que, passados os choques recentes, a inflação irá desacelerar. Se a normalização das cadeias globais de produção se confirmar, a inflação de bens industriais deve ceder, e há sinais de que isso possa estar ocorrendo nos índices de inflação do atacado. Mantivemos nossa projeção de IPCA em 5% em 2022. Apesar da perspectiva de menor pressão sobre bens industriais, observamos elevação de preços no mercado futuro de combustíveis, o que pressiona os preços administrados.

Política monetária

O Banco Central do Brasil (BCB) iniciou um ciclo de alta de juros em março do ano passado. Na última reunião, em dezembro, o BCB elevou a taxa Selic em 150 pontos base, para 9,25%, e sinalizou que deverá fazer um novo ajuste de 150 pontos base na próxima. O comunicado da reunião manteve um tom duro, sinalizando que a taxa de juros deve subir para patamares de dois dígitos.

O comitê esclareceu que, diante do aumento de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista. Adicionalmente, informou também que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. A comunicação não foi, em nossa visão, alterada desde então e nos parece consistente com mais um ajuste de 150 pontos base na reunião de fevereiro e um último ajuste de 100 pontos base em março, levando a Selic para 11,75% e permanecendo neste patamar por um período prolongado.

Em suma, mantemos nossa projeção para a taxa Selic em 11,75% no final deste ano.  

Projeções macroeconômicas

 2018201920202021P2022P
Atividade     
Crescimento Real do PIB1,8%1,2%-4,1%4,4%0,7%
PIB Nominal (R$ bi)7.0047.3897.4488.6759.539
Fiscal     
Resultado Primário (% PIB)-1,5%-0,8%-9,4%0,1%-1,0%
Dívida Líquida (% PIB)52,8%54,6%62,7%57,4%61,0%
Dívida Bruta (% PIB)75,3%74,3%88,8%81,6%83,0%
Setor Externo     
R$/US$ (final de período)3,874,035,205,58*5,80
Balança Comercial (US$ bi)4327323863
Conta Corrente (US$ bi)-51-65-26-25-4
Conta Corrente (% PIB)-2,7%-3,5%-1,8%-1,6%-0,3%
Inflação     
IPCA (Var. a/a )3,7%4,3%4,5%10,1%*5,0%
Juros     
Selic (dez)6,50%4,50%2,00%9,25%*11,75%
     
P=Projeção
Fontes: IBGE, BCB, Bloomberg, C6Bank.
* dados já divulgados


Equipe Econômica C6 Bank

Felipe Salles                      Head

Claudia Moreno             Head Brasil

Claudia Rodrigues       Head Internacional

Felipe Mecchi                   Internacional

Heliezer Jacob                Brasil

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