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O que são contratos futuros? Confira 4 pontos para ficar de olho na hora de negociar

Os contratos futuros são um tipo de derivativo que tem o objetivo de resguardar os investidores da oscilação de preços


O contrato futuro é queridinho entre muitos investidores, isso porque ele permite ganhos rápidos. Mas, atenção! Operar nesse mercado requer conhecimento e alguns cuidados. 

Não sabe o que são os contratos futuros? Vamos lá.  

Os contratos futuros são um tipo de derivativo e eles são negociados dentro do ambiente de mercado futuro, da Bolsa de Valores. Um contrato futuro representa o compromisso de comprar ou de vender uma certa quantia de algum bem em uma data posterior e por um preço pré-definido. 

A B3 é a responsável por fiscalizar o processo e garantir que o contrato seja honrado. Os futuros são basicamente de quatro grandes segmentos: juros, moedas, índices e commodities.  

A vantagem dos contratos futuros é a possibilidade de fazer hedge, ou seja, proteger a operação da variação do câmbio. É exatamente esse o objetivo desse tipo de contrato: resguardar as empresas e os investidores da oscilação de preços.  

O conceito ficou muito abstrato? Vamos a um exemplo mais prático.  

Imagine que você é um produtor de café que vai negociar os grãos da próxima safra. Até o fim da colheita muitos imprevistos podem acontecer, sejam eles climáticos ou econômicos, e isso pode elevar ou derrubar o preço do café. Portanto, para garantir a venda daquela safra, você faz um contrato para uma data futura com um preço pré-definido para se proteger de possíveis oscilações cambiais.  

O valor de cada contrato futuro se baseia na expectativa do mercado para o preço daquele bem ou ativo financeiro na data do seu vencimento. 

Os contratos futuros oferecem a possibilidade de ganhos rápidos, mas também com risco mais elevado. Por isso, requer alguns cuidados, estudo e certa experiência para operar.

Ficou interessado? Separamos alguns pontos para você ficar de olho.  

Coloque o valor que está disposto a perder 

Na alocação de garantias, coloque o valor que está disposto a perder, caso haja uma virada do mercado. Isso vai te trazer mais tranquilidade na hora de operar no mercado futuro. 

A alocação de garantias é uma forma de negociar contratos futuros com mais segurança. Através desta ferramenta, você consegue direcionar parte do seu patrimônio como garantia nas operações que for realizar. O objetivo dessa funcionalidade é permitir maior controle e se você atingir o limite estipulado, a B3 encerra sua posição.  

Ações, títulos públicos com deságio e saldo em conta são os ativos aceitos como garantia. 

Certifique-se que o RLP esteja ativado  

O RLP (Retail Liquidity Provider) é um serviço oferecido pela B3, que garante liquidez para suas negociações. Neste modelo de negociação, o intermediador (banco ou corretora) pode atuar como contraparte no processo de compra e venda de ativos. 

A negociação continua acontecendo na B3 mas, com o intermediador atuando ativamente, o investidor consegue melhores preços e maior liquidez em seus ativos. 

Dinheiro cai na conta em 2 dias úteis 

Assim como acontece em toda negociação de renda variável, os eventuais lucros decorrentes das negociações são creditados na sua conta em até 2 dias úteis. A liquidação de operações com ações e outros produtos na Bolsa ocorre sempre em D+2 (dia + 2).  

Seja uma ordem de compra ou de venda, o prazo é o mesmo. O investidor que vender na terça-feira, por exemplo, terá acesso ao dinheiro na quinta-feira. A mesma lógica vale para quem comprar: o pagamento terá que ser feito em dois dias úteis (D+2). 

Regras de tributação  

Assim como qualquer outro ativo financeiro negociado na bolsa de valores, os contratos futuros devem ser mencionados na declaração anual do Imposto de Renda. 

A tributação vai depender de como a operação foi executada. Se foi uma operação normal (swing trade), o imposto recolhido deverá ser de 15%, e se for operação day trade (compra e venda de ativos em um mesmo dia), o tributo incidente é de 20%.  

Vale lembrar que o imposto incide apenas sobre o lucro líquido das operações e é de responsabilidade do investidor preencher o Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) e pagar o valor devido quando necessário. Ou seja, sempre que houver ganho líquido na negociação ou liquidação de contratos futuros. 

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