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Como se organizar para viver de renda na aposentadoria?

Cada um de nós tem sua própria realidade de despesas e receitas, que compõem o padrão de vida ao qual nos acostumamos


Casal de idosos se abraçando para ilustrar o pensamento na organização da aposentadoria

Planejar financeiramente o futuro não é fácil. Todos sabemos que, mais cedo ou mais tarde, chegará a hora de parar de trabalhar – e, quando isso acontecer, precisaremos ter acumulado recursos que nos mantenham pelo resto da vida. E a pergunta de um milhão de dólares é justamente essa: quanto dinheiro eu tenho que juntar até a aposentadoria?

E não há uma resposta única para todo mundo. Cada um de nós tem sua própria realidade de despesas e receitas, que compõem o padrão de vida ao qual nos acostumamos.

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Como começar?

O ponto de partida é definir com que idade você pretende parar de trabalhar. Isso vai determinar qual será seu prazo para a acumulação dos recursos necessários. A próxima variável é qual a renda que você gostaria de ter. Sabendo onde está e onde gostaria de chegar, você tem condições de construir um percurso de poupança e investimento até lá.

Depois, é hora de avaliar seus gastos – não apenas os fixos, mas também os variáveis e supérfluos.

Capacidade de poupança

Ao colocar lado a lado quanto ganha e quanto gasta, você vai descobrir qual é a sua capacidade de poupança: quanto dinheiro você consegue guardar por mês e por ano, para investir nesse projeto.

Esse é um componente essencial da estratégia, pois os aportes periódicos vão ajudar a construir o montante que vai gerar a renda que se deseja ter. Quando você descobrir quanto dinheiro precisa sobrar todo mês para atingir sua meta, poderá fazer os ajustes necessários na sua capacidade de poupança.

Construindo a meta

Quanto você precisa poupar por mês para alcançar a renda que deseja lá na frente? Esse conhecimento envolve, principalmente, operações com juros compostos.

O que o investidor deseja, no fim das contas, é aplicar um valor inicial a uma certa taxa de juros, fazer aportes mensais por um período de tempo e, no final desse prazo, resgatar um valor final, que é a meta de acumulação estabelecida.

Revisão da estratégia

Certo, você já descobriu quanto precisará ter acumulado, daqui a 20 ou 30 anos, para ter a renda que considera ideal. E também calculou o valor mensal que precisaria poupar todo mês para fazer essa conta fechar. Não pense, porém, que agora é só executar esse plano no automático e tudo dará certo no final. A estratégia terá que ser revista todo ano.

Também não dá para saber de antemão qual será o comportamento da inflação e da taxa de juros ao longo do tempo – e essas variáveis também pesam.

Como chegar lá?

Conduzir os esforços de poupança ao longo dos anos para alcançar a independência financeira – e a possibilidade de escolher a hora de parar de trabalhar – é recompensador, mas exige sacrifícios.

Guarde o máximo que puder sem se restringir demais, sem cortar a pizza do domingo e o cafezinho, senão você não consegue cumprir e desiste. Para montar um planejamento, é preciso ter uma geração de renda: parte do que ganha você tem que guardar, e o que guarda você tem que investir. Se fizer apenas o básico, você já terá sucesso, e a partir daí é só ir aperfeiçoando os investimentos.

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