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Educação financeira infantil: como conversar com as crianças?

Saúde financeira é essencial para o sucesso pessoal e social dos indivíduos. O que você sabe sobre educação financeira infantil?


Família composto por pessoas negras, dois filhos, mãe e pai reunidos no sofá conversando sobre educação financeira infantil.
Educação financeira infantil: entenda como conversas com os seus filhos.

Educação financeira infantil pode parecer um tema complexo, mas conversar com crianças sobre dinheiro pode fazer parte do dia a dia.

Alguns hábitos saudáveis como escovar os dentes, lavar as mãos, tomar banho e saber lidar com dinheiro são comportamentos que influenciam a criança até a vida adulta.

Por isso, conversar com seus filhos sobre dinheiro desde cedo pode prepará-los para serem capazes de tomar melhores decisões financeiras quando crescerem. Assim, como iniciar essa conversa? Como instigar a participação de crianças no planejamento financeiro de casa?

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Importância da educação financeira infantil

A BNCC (2018), Base Nacional Comum Curricular, inclui a educação financeira como um tema contemporâneo que precisa ser adotado no currículo escolar. Segundo o documento, a educação financeira é tema de interesse dos estudantes, contribui para o seu desenvolvimento e afeta diretamente a sua vida.

Desde muito cedo, as crianças são impactadas por questões financeiras. Em alguma ida ao shopping ou mercado, por exemplo, quando você pede para seu filho escolher entre levar o iogurte de 1 litro ou de 5 garrafinhas de 200 ml, quando você deixa seu filho entregar o cartão para fazer a compra, já aproxima ele de temas da agenda de educação financeira infantil.

Sendo assim, escolher falar sobre dinheiro com as crianças possibilita que elas tenham mais consciência da real importância dos gastos familiares, de como economizar dinheiro, e poupar. Nessa jornada, também podem começar a entender a diferença entre necessidade e desejo.

O Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil (Serasa), em março de 2022, informou que existem mais de 65 milhões de pessoas inadimplentes. Sendo banco/cartão a principal dívida (28,17%), seguido por contas básicas (23,21%) e varejo (12,62%).

Sem dúvidas, a crise econômica e as consequências da pandemia impactam diretamente o atual cenário de inadimplência. Porém, fazer a educação financeira infantil uma realidade em casas e escolas brasileiras pode ser uma boa alternativa para mudar esse contexto.

Como falar de dinheiro com crianças?

1. Se atente aos exemplos

Antes de tudo é importante lembrar que as crianças são observadoras. É muito comum que elas imitem ações que algum adulto realizou. Por esse motivo, dar bons exemplos de como lidar com as finanças é um bom primeiro passo.

2. Estimulando a curiosidade

Crianças são naturalmente curiosas. Tratar do assunto de uma forma natural que estimule a curiosidade infantil é um ótimo caminho. O brincar, por exemplo, é uma ação muito presente no dia a dia dos pequenos. Quando brincar de supermercado, casinha, cabeleireiro, é possível inserir o assunto finanças, pelo menos nessa fase, de uma forma leve e divertida. Para os maiores, jogos de tabuleiro e compra de games também podem ter o assunto finanças contextualizado.

3. Use o famoso cofrinho

Quando a criança é pequena, a sua percepção de valor do dinheiro é uma tarefa difícil. Elas são mais movidas pela quantidade de moedas ou notas de dinheiro, assim o cofrinho é um protagonista quando o assunto é poupar dinheiro. Ver o cofrinho encher é um ótimo símbolo de economia e pode facilmente ser introduzido na vida das crianças. Aqui é possível dialogar sobre a importância de economizar um pouquinho do dinheiro para conquistar algo futuramente.

4. Realizando tarefas cotidianas em conjunto

Você pede para o seu filho apagar a luz ao sair dos ambientes? Esse tipo de atividade cotidiana ajuda a criança a entender que existem maneiras simples de economizar nas contas no final do mês. Além disso, também é possível estimular o senso de responsabilidade.

5. Desejo vs. necessidade

As escolhas que permeiam o desejo e a necessidade são bastante comuns no dia a dia. Aprender a diferenciá-las poder evitar o risco de fazer compras impensadas e de forma compulsiva. Se desde cedo a criança aprende que suas necessidades devem ser priorizadas e nem todos os desejos são atendidos, mais fácil isso ser natural em sua vida adulta e mais distante ele fica de possíveis problemas financeiros.

Neste ponto, também é possível explorar formas de lazer, como ir ao parque, andar de bicicleta, em que nem sempre é preciso gastar para se divertir, desvinculando o consumo do divertimento.

6. Alinhando a conversa com os anos escolares

Em cada ano escolar os alunos aprendem diferentes assuntos. Assim que eles começam a realizar contas simples, como adição e subtração, é possível introduzir a soma de moedas e cédulas, por exemplo.

Mas como os próprios autores da BNCC frisam, compreender sobre finanças e educação financeira vai muito além da matemática financeira. De modo que é possível aproveitar temas que são tratados em outras matérias para trazer mais consciência sobre o assunto.

De modo geral, lembre-se de ter conversas francas com as crianças, explicando sobre os gastos com moradia, alimentação e transporte e a forma como você faz para se organizar da melhor maneira. A conversa sempre é uma ótima forma de transmitir conhecimento.

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