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Como analisar os riscos de um investimento?

Domine a análise de risco para fazer os melhores investimentos pelo menor risco


Neste artigo, aprenda como analisar os riscos de um investimento

Seja você é um investidor que acabou de entrar no mercado financeiro ou um expert da área, há um fato que jamais muda: todo investimento envolve algum grau de risco. O que diferencia esses dois tipos de investidor é a capacidade de avaliar os riscos assumidos em cada investimento. Por isso, neste artigo, vamos falar um pouco sobre como analisar os riscos de um investimento, além de explicar os principais tipos de risco e como eles podem afetar os seus investimentos.

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Entendendo os riscos

Já comentamos aqui no blog que a melhor forma de otimizar a relação risco-retorno é ter uma carteira de investimentos diversificada. Se você não está familiarizado com esse conceito, dê uma olhada no nosso artigo com 4 passos para montar uma carteira de investimentos. Lá, explicamos de forma mais aprofundada o que é uma carteira de investimentos e a importância de diversificá-la.

Porém, se você já conhece o termo e precisa apenas refrescar a memória, vamos ajudá-lo: a diversificação evita que você concentre o seu risco em poucos produtos ou ativos correlacionados.

Isso não significa que você deve investir em dezenas de produtos diferentes para que seu risco diminua. A ideia é somente que tipos de produtos de investimentos diferentes têm riscos diferentes. Então, o ideal é diversificar sua carteira não só em relação a classes de ativos, mas também entre diferentes tipos de risco.

Quais são os tipos de risco?

Os três principais tipos são o de mercado, de liquidez e de crédito. Explicaremos cada um dos três, começando pelo risco de mercado.

Risco de mercado

Basicamente, trata-se do risco de perda de valor devido à oscilação de preço de um ativo. Praticamente todos os ativos estão sujeitos a esse tipo de risco.

Pense da seguinte forma: quando você compra um imóvel, uma ação ou até mesmo um título de dívida pública, você fica sujeito à variação do preço desses ativos. Ou seja: o valor deles pode subir ou descer. A melhor forma de evitar que essas oscilações afetem a sua carteira com muita intensidade é, novamente, a diversificação do seu portfólio.

Risco de liquidez

Nesse caso, o problema não é a perda de valor, e sim a impossibilidade de vender ou resgatar um investimento quando quiser. É o caso de um CDB pós-fixado com prazo de 3 anos, por exemplo. Se algum imprevisto acontecer e você precisar desse dinheiro, não vai poder resgatar antes da data prevista.

Outro exemplo é um fundo de investimento com prazo de 30 dias para conversão de cotas no resgate. Em alguns produtos, você até pode fazer o resgate antecipado, mas o valor total sofrerá descontos significativos, em função da cobrança de uma taxa adicional que incidirá sobre o valor resgatado.

Isso tudo não significa que você deve investir somente em produtos de liquidez diária – embora seja interessante manter a sua reserva de emergência em produtos desse tipo. É importante que você tenha em mente que, em termos de renda fixa, quanto menor a liquidez, maior a rentabilidade. Por isso, o fundamental é, mais uma vez, diversificar a sua carteira com investimentos que atendam a diferentes objetivos. Se você quer complementar a renda da sua aposentadoria, por exemplo, investimentos de baixa liquidez podem ser interessantes.

Risco de crédito

Esse risco está presente em todos os produtos de investimento em renda fixa, além de alguns de renda variável. É o famoso calote.

Esse é um risco inerente a produtos como CDBs, debêntures e até mesmo a caderneta de poupança, pois está associado à eventual incapacidade da instituição emissora de honrar com os compromissos assumidos.

Não se trata de uma regra absoluta, mas pode-se dizer que, de forma geral, quanto maiores forem os juros pagos pelo emissor, maior tende a ser o risco de crédito envolvido.

Risco de produto

Apenas uma menção honrosa: trata-se de fatores que possam impactar a rentabilidade de um produto específico. Isso pode acontecer em função de mudanças regulatórias, tributárias e questões econômicas. Se o governo decidisse tributar, a partir de hoje, um produto que até então era isento de IR, isso faria a rentabilidade líquida desse produto diminuir.

Nesse ponto, a diversificação significa investir em produtos diferentes, mesmo que tenham indexadores iguais e emissores iguais. Aplicar em CDB e LCI de um mesmo banco emissor, ambos indexados à taxa DI, por exemplo.

ILEP

Em todo caso, você viu que os riscos são diferentes, mas a forma de mitigar todos eles é a mesma: diversificando sua carteira de investimentos. Nesse sentido, tenha em mente a sigla ILEP.

I – INDEXADOR: diversificar a carteira com produtos pré-fixados, pós-fixados, atrelados à inflação, moedas estrangeiras etc.

L- LIQUIDEZ: diversificar entre produtos com liquidez diária, com carência, ações mais líquidas, ativos pouco negociados na Bolsa etc.

E – EMPRESA: buscar emissores diferentes, gestoras de fundo de investimento diferentes, ações de empresas diferentes.

P – PRODUTO: utilizar o grande leque de produtos de investimento diferentes no mercado brasileiro e internacional.

E então, ficou claro como analisar os riscos de um investimento e diversificar sua carteira para diminuir a influência deles nos seus rendimentos?

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